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23 de fevereiro de 2010

AUSÊNCIA JUSTIFICADA: O APERTO


PARADINHA - Mesmo com uma rotina atribulada, em outubro de 2008, conseguimos parar pra uma fotografia decente no jornal Correio da Paraíba e, dias mais tarde, saiu essa crônica 'apertada'. Da esquerda para direita: eu (o sorriso largo), Marcelo Rodrigo, Chico José, Giovannia Brito, Antônio Ronaldo, Fernanda Souza (sentada, 'lendo') e Katiúscia Formiga. | imagem: Gilvan Jerônimo

VALDÍVIA COSTA*

Defitivamente estou voltando a um ritmo acelerado novamente. Não tanto quanto nesse período em que escrevi essa crônica. Mas passei alguns dias preparando alguns trabalhos, distintos, pra diversas pessoas, intituições. Por isso essa ausência looonga e amarga de cinco dias sem blogar. Delirem!
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Um dia atípico sempre causa catarse. Essa sensação de encantamento, de êxtase inesquecível, acompanhou meu dia hoje, entrou na cabeça imprensada de uma jornalista viajada. Geralmente, começo meu dia me informando. Rádio, TV, revista... De casa ao trabalho, modernamente, vou carregando minhas baterias com leituras (incluindo a dos out doors, de vez em quando). A cachola tem que estar em ponto de bala para iniciar o primeiro turno do dia.

“De ônibus é melhor porque dá pra ler”. Com este consolo por não ter comprado um carro ainda, sigo para o meu humilde cargo de assessora de imprensa de uma empresa nacional. Da porta ao computador, o processo de comunicação é dá “bom dia” e sorri gentilmente pra umas 15 pessoas antes de chegar à mesa de trabalho, que não tem esse contato físico, só virtualidade.

E-mails, sites, releases... Tudo vai sendo lido, conferido, pesquisado e escrito ao mesmo tempo. Um minuto é precioso nas cinco horas corridas de trabalho. De volta pra casa, de ônibus. Estou na segunda revista da semana, ouvindo Tommy Guerreiro (instrumental, cinematográfico) e se ligando, pra não passar da parada.

Almoço em família. Ao menos isso! Uma mulher sente falta do marido, do filho... Às vezes, nesse horário, dá pra relaxar uma hora. Outras vezes, como hoje, pintam surpresas. Logo cedo, recebi a ligação do meu irmão que mora fora e passava pela cidade. Almoçamos num restaurantezinho no centro da cidade, ganhei um suvenir e ele foi embora. Foi legal, fiquei inspirada.

Cheguei ao jornal atrasada, mesmo assim, fumei um cigarro antes de acelerar a produção de duas pautas do dia e uma matéria especial pra apurar e escrever em dois dias. Comecei a reportar. Ligo pra uma fonte, depois pra outra, saio pra entrevistar, volto pra escrever, recebo informações de esportes pelo MSN... a tarde segue e termina o segundo turno com uma entrevista num clube futebolístico.

De lá volto pra assessoria, onde estava havendo um evento e eu ia fotografar. Sentei por 20 minutos pra fazer uma foto publicitária, mais caprichada... com uma camerazinha de 4.2 megapixels (risos). Ouvi o palestrante falando das “mortes das pequenas empresas” e fiquei viajando.

Logo após fui pra o ponto de ônibus, com medo. Disseram que a área é perigosa. Sorte que passou um amigo de carro e me deu carona. No quarto, depois de chegar, tirar a roupa, me jogar na cama, tive uma viagem. “Só sendo do Seridó mesmo. Onde vou socar essa ideia no meu resto de dia?” Dentro da cabeça apertada, só mais um aperto... e tudo cabe! Até escrever essa crônica depois do "cancão piar" o dia todo...

*crônica escrita em 19.11.08

5 comentários:

bocadepoema disse...

texto mt vivo. podemos sentir e ver todas as cenas.um prazer tb ver a imagem de katiuscia, bela formiga.

Um dia chuva, outro tempestade disse...

Eita foto massa, essa equipe era booooa, falta só Paula Brito! Val como sempre recordando coisas que a gente guarda sei lá onde... Grande abraço irmã!

Dalmo Oliveira disse...

Beleza Val! Memórias da redação são sempre ricas. Um abraço!

De acordo com disse...

ai, ai.. são tantas emoções nas redações! kkkk até rimou! saudades...

neguinha disse...

A foto eu já conhecia! No entanto, a crônica, não fazia parte do meu conhecimento. Antes tarde do que nunca, rsrsr.
Bjinhos.Sucesso! (mais..)