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11 de março de 2009

*cultura popular - IV Festival de Aboio homenageia vaqueiros da Paraíba


imagem: divulgação

Evento acontece em São José dos Ramos,
Zona da Mata paraibana, reunindo vaqueiros,
cantadores e grupos folclóricos da Paraíba


O Interior nordestino é rico em cantos e folclores. Todo esse explendor pode ser conferido no 4º Festival de Aboio de São José dos Ramos, evento importante pra população e visitantes entenderem os nossos costumes. Consolidado no calendário oficial de eventos da Paraíba, a festa reúne vaqueiros, aboiadores, cantadores populares e grupos folclóricos da próxima sexta-feira, dias 13, até o domingo, dia 15, na Praça Noé Rodrigues de Lima. O Festival é único no Brasil.

Além dos aboios, que é a parte mais interessante da festa, onde os vaqueiros disputam no gogó quem faz mais bonito, haverá competição de montaria, corrida e desfile de jegue, cavalgada, missa do vaqueiro e muito forró pé-de-serra para animar os participantes. O evento ainda conta com homenagens ao repentista Manoel Xudu e ao poeta popular Zé de Brito, além de um festival pra nova geração de vaqueiros.

Idealizado pela pesquisadora Laura Maurício, doutora em Oralidade e Escritura, o Festival do Aboio é uma louvação a uma tradição extremamente respeitada pelos homens do Sertão. “O sentido dessa realização é mostrar as pessoas que uma parte de nossa cultura está em extinção. O vaqueiro não tem mais os campos, o mundo da tecnologia e a nova configuração do mundo alteraram muito o ambiente de trabalho, mas o canto, o aboio, tem valor imenso pra cultura do país e do Nordeste”, defende a estudiosa.

Segundo Laura, mesmo com as tradições quase extintas por completo, alguns vaqueiros, principalmente de São José dos Ramos, continuam montados em seus cavalos e seguindo os costumes. Ela também revelou que através do Fic Augusto dos Anjos gravará um CD com canções e aboios onde cerca de 10 vaqueiros participarão. O curioso são as canções entoadas por uma vaqueira, Lila, única que se tem notícia no Estado, e por dois vaqueiros mirins que se destacam na criação dos versos.

Toada dolente - O aboio típico no Nordeste do Brasil é um canto sem palavras, entoado pelos vaqueiros quando conduzem o gado para os currais ou no trabalho de guiar a boiada para a pastagem. É um canto ou toada um tanto dolente, uma melodia lenta, bem adaptada ao andar vagaroso dos animais, finalizado sempre por uma frase de incitamento à boiada: “ei boi! boi surubim! ei lá, boizinho!”.

Esteja atrás (no coice) ou adiante da boiada (na guia) o vaqueiro sugestiona ao gado que segue tranquilo, ouvindo o canto. Existe também o aboio cantado ou aboio em versos que são poemas de temas agropastoris, de origem moura e que chegou ao Brasil, possivelmente, através dos escravos mouros da ilha da Madeira, em Portugal, país onde existe esse tipo de aboio.

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colaboração: Érica Chianca do CultPB

4 comentários:

Toninho disse...

Que me perdoe a cultura, mas essa coisa de derrubar o boi é de fato uma modalidde que eu não faria questão de existir, o vaqueiro é um um dos nossos heróis culturais, é personagem importante na história do Brasil. Mas no meu ponto de vista vaquejada, só serve pra play boy matuto ostentar uma "riquesa" que não é sua, quebrar garrafa na cabeça dos outros e sair dirigindo embriagado.

Toninho disse...

Na verdade falo do formato das vaquejadas de hoje em dia, aqui na Paraíba. Fica aí a reflexão.

tafner araújo disse...

Meu amigo ai desculpe...mais eu penso diferente de voce...a vaquejada hoje em dia é um dos esportes mais praticados...que o povo gosta...Esse povo que vai brigar é por conta da cachaça..e como já se sabe cacaçha se vende em qualquer lugar por ae...!!Vlw

tafner araújo disse...

Meu amigo ai desculpe...mais eu penso diferente de voce...a vaquejada hoje em dia é um dos esportes mais praticados...que o povo gosta...Esse povo que vai brigar é por conta da cachaça..e como já se sabe cacaçha se vende em qualquer lugar por ae...!!Vlw