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4 de janeiro de 2010

ZABÉ E MONTEIRO


imagem: Val da Costa

VALDÍVIA COSTA

Pense numa mulher inquieta! Zabé da Loca é a pifeira que foi descoberta midiaticamente depois dos 70 anos de idade. Em menos de dez anos de carreira profissional, com a vida toda tocando nos forrós de pé de loca, ela chega a um momento emocionante, o de ser homenageada em sua cidade. Apesar de tardia, como todas as homenagens feitas até o momento para a artista, a cidade de Monteiro, no Cariri paraibano, fez juz ao fenômeno do pife nomeando o Festival de Cultura Popular - Zabé da Loca. O evento é de 13 a 17 de janeiro, na Praça João Pessoa.

Quente, envolvente, aconchegante, hospitaleira e etc. Haja adjetivos lindos pra esse município, que tem quase 30 mil habitantes (29.980 pelo Wikimapia) não menos agradáveis. Tive o prazer de ir lá em 2006, pela primeira vez, quando conheci pessoalmente Zabé. Nesse dia ela estava muito simpática. Dizem que em outros ela não se soltou tanto. Conversou, tocou, contou os causos da onça, riu, fez café pra gente... uma máquina!

Isso aconteceu pouco depois da banda Cabruêra lançar o CD com a música Zabé Sabe. Na ocasião em que fui visitar Zabé estava assessorando a jornalista Fernanda Souza, hoje editora do Correio da Paraíba. Foi um apanhado histórico dos mais ricos. Rendeu uma bem comentada monografia, que não cheguei a ler, mas que obteve nota máxima na especialização, no mesmo ano.

Agora Zabé Sabe foi regravada por Toninho Borbo, que está preparando o novo CD aos poucos e já deixou uma boa mostra do som com o eletrônico do fHz0. Demais também.

EVENTO - A estrutura a ser montada para o Festival, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura de Monteiro, terá espaço com tendas para artesanato, gastronomia, palco para apresentações culturais e tenda de artes circenses. As oficinas de pífano, coco de roda e percussão acontecerão no prédio do PETI, localizado na Vila Santa Maria.

Quem apoia a iniciativa é o Banco do Nordeste e o governo federal, com a parceria do Sebrae, UEPB, IFPB, Projeto Dom Helder, Embrapa e Projeto Vínculus. O Festival terá várias atrações musicais, violeiros, bandas de pífanos, mazurca e coco de roda.



Uma vez perguntaram a Zabé porque ela ainda preferia morar na loca mesmo depois de ter uma casa própria. Ela respondeu, simplesmente 'porque eu gosto de lá'.









A loca de Zabé é muito louca. Tem paredinha de taipa na frente, fugareiro enteiadodearanha e design arrojado.










Também! Nem eu queria morar numa casa com um visu desse pra delirar, criar... por isso ela assovia | por isso ela toca pife | por isso ela compõe!






Carro no lajedo do Assentamento Santa Catarina, um pouco distante da loca de Zabé. "Eu tenho pressa de correr, eu tenho de pressa de vencer, eu tenho pressa de vingar..." (cantado por Mônica Feijó no CD 536, segunda faixa. ;-D


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colaboração: assessoria de imprensa de Monteiro

8 comentários:

São disse...

Não tinha já falado dela uma vez? Me lembro disso, porque achei interessanbte demais essa pessoa.

Um feliz 2010 para si e para quem desejar.

Anônimo disse...

Valzéticaaaa...vamos a Monteiro? Sério!!!! Vamos??? Bjkas multicoloridas!!!!

Val disse...

Certo, camarada, "São".
Vc tinha sumido... rsss mas retornou mais cheinho de coisas legais. Parabéns pelo espaço.
Essa pifeira é um fenômeno mesmo,
pela garra e arte.
Vpi sempre falar dela, de Lourdes Ramalho (teatro), Ariano Suassuna (literatura) etc. São nordestino sq merecem atenção. Jornalismo é isso: continuidade. Ainda mais opinativo, que vc tem q tá reavivando a memória do povo pras coisas q vc falou no blog, né?
Vlw pela visita!

Toninho disse...

Zabé é a misteriosa força do povo brasileiro.

Anônimo disse...

Todo Esse Visual, Casa Propria Não é Arte e Nem Vida. Sem Vida e Sem Arte De Nada Serve a Vida.

Damos Graça Pela Organização, Show de Bola o Blogger. Algumas Dicas Adicionar o Feed. Para Manter o Pessoal Atualizado Sobre Seu Blogger.

Caso Queria Entra em Contato Sobre Blogger. Basta da um Up. Thiago Borbo

Marcilo Ramos disse...

Muito boa a matéria sobre Zabé, exemplo de simplicidade poética. Mas um toque, a música "Eu tenho pressa", foi regravada por Monica Jeijó, originalmente é da Banda Devotos (antiga Devotos do Ódio) e é do disco "Agora Tá Valendo" de 1997.
No mais, viva Zabé, viva a cultura popular (tão desvalorizada nesse Brasil varonil).

Val disse...

Blz, Marcilo. Mas não coloquei que a música era de autoria da Mônica, e sim q era 'cantada' por ela, só pra disponibilizar um link do som no blog, que casa c a imagem, ok? O adendo da autoria foi válido. Obrigada pela participação. ;)

xistosa - (josé torres) disse...

Também já tinha lido, aqui, sobre ela.
Por cá, não lhe chamam pifeira".
Não existe a palavra.
É uma tocadora de pífaro.

Não há nada como palavras práticas.