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10 de março de 2010

VISAGEM NUM SOM DO MUNDO

CONCEITO - Na cultura popular, a visão de um fantasma; na música, um som gostoso de se ouvir, dançar, acreditar e passar a vista nas sonoridades mundiais. | imagem: Augusto Pessoa

VALDÍVIA COSTA

Crenças à parte, canções ao todo, Visagem sintetiza um som nordestino modernamente envolto pela música do mundo. Sentimos a nossa cultura afro brasileira pulsar, por exemplo, em Xangô (faixa 5) e acompanhamos com a cabeça a sutil escaleta ecológica de Passarada. O baixo, a bateria e os metais pra lá de buliçosos compõem os novos ritmos da Cabruêra em seu quarto CD. Ah! Esqueci do original style do violão esferográfico. Hipnotizador.

Não tenho cacife para avaliar artisticamente nenhuma obra de arte. Por isso não faço crítica de música, cinema ou qualquer outra coisa aqui no blog. Mas fiquei me coçando pra dizer que esse é um dos melhores CDs da banda (difícil escolher), não só pelas músicas, mas pela arte gráfica, zelo e ligação com o que temos de mais sensível, nossas histórias religosas e sustentáveis, visto que somos ligadíssimos à terra, à fauna e à flora.

Acompanho o trabalho dos cabras paraibanos desde a primeira aparição inesquecível na efervecente faculdade de Comunicação Social. Nesses remotos tempos, a galera curtia, fazia e inventava arte o tempo todo. Desde o primeiro CD, a Cabruêra conseguiu trazer novidades musicais embaladas nas nossas tradições. Se alguém acha que é só rock, é preciso abrir mais o ouvido. Tem pássaros acompanhando Arthur Pessoa na faixa seis, a que mais curto.

Para não deixá-los somente com essas superficiais impressões de uma mera fã, uma coitada que só sabe dançar e achar bom um trabalho caprichado, vou mostrar a vocês a crítica de um blog especializado no assunto:

(...) Pra mim sobra especular que “Visagem” é um trabalho conceitual, seja no trato visual, no poético e no rítmico, expostos nas doze composições diversificada entre temas instrumentais, abordagens folk-regionalista e mantras típicos nordestinos. É música, mas é também poesia e imagem. Tem um trabalho gráfico maravilhoso, cuja arte tem a assinatura do fotógrafo Augusto Pessoa.

Conheço a Cabruêra desde seu começo. Hoje talvez seja o grupo que melhor une, se não for o único, a tradição musical nordestina em conjunção com a modernidade cosmopolita. Se não é o disco mais vibrante, ele tem nas suas entrelinhas sonoras a execução de algo mais complexo e cativante. A produção de luxo do músico e produtor João Parahyba (Trio Mocotó) atualizou, com leveza e sofisticação, a sonoridade sem interferir, contundente, no regionalismo particular que é a marca registrada da banda.

Esse novo trabalho comprova que sua atual formação é a mais coesa e enxuta. Arthur Pessoa, único original, conseguiu reunir excelentes músicos – Edy, Pablo e Leo – que, além disso, são bons compositores, resultado obtido na parceria do quarteto na composição e produção de todo o disco. E um detalhe importante: esses três novos membros são de formação roqueira, dando uma maior e mais interessante amplitude musical. (...)

Veja o resto da crítica no blog Meus Sons.
Tem mais declarações apaixonadas no Overmundo.
Contato: arthur_pessoa@yahoo.com.br

Um comentário:

Flaviano disse...

Conheço o som do Cabruêra! é bacana demais. Para conferir o texto da Valdívia também publicado no portal Leia Moda é só entrar no http://www.leiamoda.com.br e clicar em MUSICALIZANDO.

At. Flaviano - Editor Leia Moda