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12 de setembro de 2010

ESCREVEREMOS


ESCORREGADIO - Jofrey vive rabiscando, mas já trocou a fala pelo olho, que é mais dedicado em autoconhecer-se... os dedos do escritor estão satisfeitos com ele assim. | imagem: Palavras ao café

VALDÍVIA COSTA

Vendemos frases. Não como as rezadeiras que vendem ervas para purificação ou cura. Mas como esperançosos revolucionários desejando, no íntimo calabouço das vontades herméticas, transformar com palavras.

Uns sonham com sensações, arrumam letras das mais apuradas e se frustram com o desentendimento dos leitores. Outros apenas usam a escrita como veículo imediato para disseminar rápido uma curta mensagem.

E ainda há os que dependem da inspiração regada do olhar vasculhador para a leitura e dela para uma ideia. Esses só narram sacações alienígenas, só encontram fontes se tiver interesse no assunto e descrevem pouco, poetizam.

O mercado abarca os fabricantes de palavras, valoriza os destros e canhotos com sua moeda, mas não de maneira justa. Escrever é emprenhar-se. Quando se publica algo, impresso ou virtual, é a exposição de um filho anunciado.

Como comerciantes de textos temos mãos ágeis, mente infinita de possibilidades do pensar, unidos, tocando letras igual pastores arrebanhando ovelhas. Quando ligadas, amarradas, parágrafo a parágrafo, são um estilo.

Escreveremos as mudanças. Só processamos e difundimos fatos? Não. Contudo há um receio que se retroceda à época medieval para se apresentar uma ideia. Enfim, pode-se opinar! A escrita é um refúgio, compartimento sem direção certa.

4 comentários:

Toninho disse...

"Viva aquele que se presta a essa ocupação, salve o bom 'escritor' popular"

Anderson Ribeiro disse...

Já diziam os poetas 'escrever é tirar leite de pedras' e 'escrever é 90% transpiração e 10% inspiração'

De acordo com disse...

Escrever é dividir ideias.

Heloísa Helena disse...

Falcão,
Quero ver você nas paradas do sucesso.
se Deus quiser!!!
Um beijão